Preparação de cavacos: como reduzir perdas com Manutenção Preditiva com IA

A preparação de cavacos é uma das etapas mais sensíveis do processo produtivo nas indústrias de papel e celulose. Instabilidades nessa fase impactam diretamente o desempenho do digestor, o consumo energético, os custos operacionais e a qualidade final da polpa.

Nesse cenário, a Manutenção Preditiva com IA surge como um diferencial estratégico. Ao combinar monitoramento contínuo com algoritmos inteligentes, torna-se possível identificar padrões anormais, antecipar falhas e manter o processo sob controle antes que perdas significativas ocorram.

Neste artigo, analisamos onde surgem as principais perdas na preparação de cavacos, como a inteligência artificial aplicada à manutenção atua nesses pontos e quais ganhos podem ser obtidos com sua adoção estruturada.

Onde surgem as perdas na preparação de cavacos

A linha de preparação envolve picadores, transportadores, peneiras e alimentadores operando de forma integrada. Pequenos desvios mecânicos ou elétricos, quando não interpretados corretamente, se propagam ao longo do processo.

Vibração elevada e desequilíbrio em picadores

O desgaste gradual de facas, discos ou pás altera o comportamento dinâmico do equipamento, gerando padrões anormais de vibração.

Os principais impactos incluem:

  • Variação no tamanho dos cavacos

  • Digestão irregular da madeira

  • Aumento do consumo de licor e energia térmica

  • Redução da vida útil de componentes mecânicos

  • Maior incidência de intervenções corretivas

Com apoio de modelos preditivos baseados em IA, essas alterações são identificadas por tendência, e não apenas por limites fixos.

Instabilidades recorrentes em transportadores

Acúmulo de material, excesso de umidade ou desalinhamentos estruturais provocam falhas intermitentes que afetam o fluxo contínuo.

Essas condições levam a:

  • Redução do rendimento horário

  • Elevação do consumo elétrico

  • Operação frequente em sobrecarga

  • Paradas inesperadas

A IA permite reconhecer padrões de degradação progressiva, diferenciando eventos pontuais de falhas em evolução.

Desvios operacionais em peneiras e alimentadores

Distribuição irregular e vibração fora do padrão elevam o índice de rejeitos e retrabalho.

Como consequência:

  • Parte dos cavacos deixa de seguir para o processo principal

  • O desperdício de matéria-prima aumenta

  • O consumo energético se eleva

  • A manutenção se torna mais frequente

Com análise inteligente, esses desvios deixam de ser percebidos apenas após o impacto no processo.

Como a IA transforma a Manutenção Preditiva na preparação de cavacos

A Manutenção Preditiva com IA vai além da simples coleta de dados. A inteligência artificial interpreta grandes volumes de informações, identifica correlações invisíveis ao olhar humano e aprende continuamente com o histórico operacional.

Com isso, torna-se possível:

Antecipar falhas com maior precisão

  • Identificação de padrões anormais de vibração

  • Detecção precoce de desequilíbrios progressivos

  • Reconhecimento de aquecimento fora de comportamento esperado

  • Análise inteligente de sobrecargas elétricas

Reduzir variações de processo

Ao estabilizar o desempenho dos ativos, a IA contribui para manter a operação dentro das faixas ideais, reduzindo perdas e oscilações no digestor.

Diminuir intervenções emergenciais

As ações de manutenção passam a ser orientadas por probabilidade de falha, e não apenas por tempo ou ocorrência de quebra.

Otimizar o uso de energia

Equipamentos operando de forma estável consomem menos energia. A análise preditiva baseada em IA contribui para maior eficiência energética e previsibilidade operacional.

Acompanhar continuamente ativos críticos

Indicadores de condição, tendência e risco ficam disponíveis de forma clara, permitindo decisões rápidas e embasadas.

Resultados alcançados com Manutenção Preditiva com IA

A aplicação consistente desse modelo traz ganhos claros para a operação:

  • Redução de perdas de cavacos

  • Maior estabilidade no processo de digestão

  • Menor número de paradas não planejadas

  • Aumento da vida útil dos equipamentos

  • Redução do consumo energético

  • Maior previsibilidade operacional

FAQ – Manutenção Preditiva com IA na preparação de cavacos

  1. Quais falhas mais afetam o rendimento da preparação de cavacos?
    Desequilíbrios em picadores, instabilidades em transportadores e desvios em peneiras e alimentadores estão entre os principais fatores de perda.
  2. Qual o papel da IA nesse processo?
    A inteligência artificial analisa tendências, aprende com dados históricos e identifica falhas em estágio inicial, com maior precisão do que métodos tradicionais.
  3. Quais benefícios podem ser percebidos rapidamente?
    Redução de desperdícios, menor incidência de falhas emergenciais, melhoria da eficiência energética e maior confiabilidade dos ativos.
  4. Como a SEMEQ apoia essa aplicação?
    A SEMEQ Systems oferece soluções completas de Manutenção Preditiva com IA, integrando sensores, plataforma analítica, dashboards e suporte técnico especializado.

Fale com a SEMEQ

A SEMEQ atua como parceira estratégica das indústrias de papel e celulose, aplicando inteligência artificial à manutenção preditiva dos ativos mais críticos da planta.

Entre em contato com nossa equipe e descubra como tornar sua operação mais confiável, eficiente e orientada por dados.

 

Lavadoras em fábricas de bebidas: como detectar falhas antes que gerem contaminações

Na indústria de bebidas, a higienização é um ponto crítico de controle. Lavadoras de garrafas, envasadoras e componentes sanitários garantem que o produto final chegue ao consumidor livre de contaminantes. 

Porém, quando essas máquinas começam a falhar, os impactos vão muito além da linha de produção — envolvem riscos diretos à segurança alimentar, à reputação da marca e à conformidade regulatória.

As falhas em lavadoras podem se desenvolver lentamente e, muitas vezes, passam despercebidas até que causem perdas de lote, contaminações cruzadas ou paradas emergenciais. 

É nesse cenário que o monitoramento preditivo industrial se torna essencial, antecipando desvios e permitindo ações corretivas antes que o problema comprometa o processo.

Neste artigo, entenda como a IA detecta precocemente falhas que ameaçam a eficiência sanitária da planta, por que a manutenção preventiva não  é suficiente e como a tecnologia preditiva tem elevado o padrão de confiabilidade na indústria de bebidas.

Quais são as falhas mais recorrentes em lavadoras em plantas industriais de bebidas

As lavadoras são equipamentos robustos, mas operam sob condições extremas de temperatura, umidade e carga mecânica. Isso as torna suscetíveis a desgastes progressivos e desvios de desempenho que, se não monitorados, geram falhas nestes equipamentos  com alto potencial de contaminação.

Desgaste e desalinhamento em bombas e motoredutores → falha no jato e perda de eficiência de lavagem

Bombas e motoredutores desgastados ou desalinhados reduzem a pressão e a uniformidade dos jatos, comprometendo a remoção de resíduos e biofilmes. 

Com o tempo, o ciclo de lavagem se torna ineficiente, favorecendo a proliferação de micro-organismos e aumentando o consumo de energia e de químicos.

Variação de temperatura em tanques e resistências → falhas no ciclo térmico e risco microbiológico

A higienização térmica depende da estabilidade de temperatura. Variações em resistências ou trocadores de calor resultam em ciclos incompletos, incapazes de atingir a faixa ideal para eliminação microbiana. 

Pequenas falhas térmicas não detectadas podem causar contaminações invisíveis que comprometem lotes inteiros.

Vazamentos e vibrações anormais → acúmulo de sujeira e contaminação 

Vazamentos em selos e vibrações excessivas criam pontos de retenção de sujeira, rompendo o fluxo laminar e permitindo o acúmulo de partículas ou resíduos químicos. Esse tipo de falha é uma das principais causas de contaminação em linhas de lavagem e de envase.

Sensores e válvulas descalibrados  → ciclos incompletos e produtos fora do padrão

Sensores imprecisos e válvulas travadas geram ciclos incorretos, tempo de lavagem insuficiente e temperatura inadequada. O resultado são garrafas, latas ou retornáveis que aparentam estar limpos, mas permanecem fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação e pelos auditores de qualidade.

Como esses modos de falha evoluem de forma gradual e, muitas vezes, imperceptível à operação

Essas falhas não ocorrem de forma repentina. Elas começam como pequenas variações de vibração, temperatura ou torque — indetectáveis na rotina diária. Com o tempo, esses desvios crescem até afetar o resultado do ciclo e gerar impactos críticos no controle microbiológico.

Sem o uso de IA e de ferramentas de diagnóstico contínuo, é praticamente impossível identificar o ponto exato em que o desempenho da lavadora sai do padrão aceitável.

Da vulnerabilidade das lavadoras à falha não detectada

Em ambientes de alta cadência produtiva, as lavadoras operam de forma quase contínua. Isso significa que, mesmo apresentando anomalias, elas dificilmente são retiradas de operação até uma falha severa ocorrer.

Por que a manutenção preventiva tradicional não é suficiente

A manutenção preventiva baseia-se em cronogramas fixos, não no estado real dos componentes. Assim, muitos problemas surgem entre as inspeções, quando o equipamento ainda está “funcionando bem”. 

Segundo o European Hygienic Engineering & Design Group (EHEDG), falhas em equipamentos como lavadoras e trocadores de calor — quando não projetados ou mantidos adequadamente — podem representar riscos significativos de contaminação em linhas de bebidas, especialmente devido à dificuldade de limpeza e de drenagem.

O risco silencioso: um equipamento ainda “rodando”, mas fora de padrão sanitário

Um dos maiores desafios é o “risco invisível”: o equipamento continua operando, mas fora dos parâmetros sanitários. 

A pressão dos bicos está abaixo do ideal, a temperatura não atinge o limite de pasteurização e o sistema de recirculação acumula resíduos — tudo sem alarmes aparentes. Quando o problema é identificado, o produto já está contaminado e o prejuízo é inevitável.

Como o monitoramento preditivo com IA antecipa falhas e evita contaminações

O monitoramento preditivo industrial utiliza sensores, conectividade IIoT e algoritmos de IA que analisam tendências para detectar anomalias em tempo real.

Em lavadoras industriais, essa tecnologia acompanha a vibração, a temperatura e o comportamento elétrico dos motores, identificando variações sutis que indicam desgaste, desbalanceamento ou desalinhamento.

Com essa abordagem, os gestores podem:

  • Antecipar falhas em lavadoras antes que comprometam a limpeza;
  • Identificar queda de desempenho térmico antes de atingir níveis críticos;
  • Planejar intervenções com base em dados e não em cronogramas;
  • Reduzir drasticamente o risco de contaminação microbiológica.

Resultados práticos e ganhos para a operação

A implementação do monitoramento preditivo em lavadoras de bebidas gera benefícios operacionais imediatos e sustentáveis. Além de prevenir contaminações, ele reduz custos e melhora a eficiência energética.

Redução de paradas inesperadas e perda de lotes contaminados

Com a detecção antecipada de falhas mecânicas, elétricas e térmicas, as equipes de manutenção conseguem agir antes que ocorra a parada não programada ou que lotes sejam descartados por contaminação.

Manutenção programada com base em dados reais de desgaste

As intervenções passam a ser realizadas conforme o real estado dos componentes, evitando trocas desnecessárias e aumentando a vida útil  dos elementos de máquinas

Conformidade contínua com padrões de segurança alimentar

O monitoramento contínuo assegura que as lavadoras operem sempre dentro dos parâmetros críticos de temperatura, pressão e tempo de lavagem, garantindo conformidade com normas da ANVISA, EHEDG e ISO 22000.

Melhoria na eficiência energética e no consumo de água e produtos químicos

Ao detectar desvios no ciclo de lavagem, é possível otimizar a dosagem de químicos e o tempo de recirculação, reduzindo consumo e custos operacionais, além de reforçar práticas sustentáveis.

Confiabilidade é o primeiro passo da segurança sanitária

Na indústria de bebidas, confiabilidade e segurança são inseparáveis. A previsibilidade trazida pelo monitoramento preditivo industrial é o que garante que cada garrafa lavada esteja dentro dos padrões sanitários exigidos — sem riscos, sem surpresas.

Detectar uma anomalia a tempo é a diferença entre uma produção contínua e uma parada por contaminação. É a diferença entre o controle e o imprevisto.

(FAQ) Principais dúvidas sobre lavadoras, falhas e manutenção preditiva

1. Quais são as falhas mais comuns em lavadoras na indústria de bebidas?

As falhas mais recorrentes envolvem desgaste mecânico em bombas e motoredutores, variações de temperatura nos tanques, vazamentos e sensores fora de calibração, que comprometem a higienização e podem gerar contaminações.

2. Como as falhas em lavadoras evoluem sem serem detectadas?

Elas se desenvolvem de forma gradual, com pequenas anomalias em vibração, ruído ou temperatura que passam despercebidas nas rotinas diárias — até resultarem em paradas ou riscos microbiológicos ou químicos.

3. Por que a manutenção preventiva nem sempre identifica esses problemas a tempo?

A manutenção preventiva se baseia em intervalos fixos, não em condição real. Assim, muitos desvios surgem entre as inspeções, quando o equipamento ainda está operando, mas fora do padrão sanitário.

4. Como o monitoramento preditivo industrial antecipa falhas em lavadoras?

O monitoramento preditivo industrial utiliza sensores e análises contínuas de vibração,  temperatura e variáveis elétricas com IA. Eles detectam variações mínimas que indicam desgaste ou falhas antes que causem contaminação, perda de lotes ou paradas de produção.

5. Quais benefícios práticos o monitoramento preditivo traz para a operação de lavadoras?

Entre os principais ganhos estão a redução de paradas inesperadas, manutenção programada com base em dados, conformidade com normas sanitárias e eficiência energética.

6. Quando vale a pena implementar o monitoramento preditivo nas lavadoras da planta?

A adoção é recomendada em equipamentos críticos, onde uma falha pode interromper a produção ou afetar a segurança do alimento. Em lavadoras de garrafas e latas, o impacto é direto na qualidade e nos custos operacionais.

Quer detectar falhas em lavadoras antes que comprometam a segurança do produto? Fale com os especialistas da SEMEQ e conheça soluções preditivas para sua planta

A SEMEQ é referência internacional em monitoramento preditivo industrial baseado em IA, com soluções específicas para a indústria de bebidas.

Com sensores inteligentes, inteligência analítica, plataforma de análise com IA e suporte técnico especializado, a empresa ajuda fabricantes a garantir eficiência, segurança e conformidade sanitária em cada etapa da produção.

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Reatores: como evitar falhas em processos críticos

Em indústrias químicas, reatores são o coração do processo produtivo. Quando algo dá errado nesse ativo, os impactos vão muito além da perda de eficiência: há riscos reais de falhas, contaminação de lotes e, em casos extremos, acidentes graves envolvendo pessoas e meio ambiente.

Mesmo com rotinas de manutenção tradicionais, muitos gestores enfrentam surpresas desagradáveis: vibrações anormais, aumento repentino de temperatura ou perda de rendimento químico. Sinais que, quando percebidos tardiamente, indicam que o problema já está instalado.

Neste artigo, você vai entender por que essas falhas muitas vezes se desenvolvem de forma silenciosa, quais são seus sinais precoces e como a AI aplicada ao monitoramento preditivo industrial se tornou uma ferramenta essencial para garantir segurança de processo, eficiência e confiabilidade em reatores críticos.

Os prejuízos de ter reatores funcionando abaixo do seu potencial 

Um reator operando fora dos parâmetros ideais afeta diretamente a performance de toda a planta química. Além do impacto produtivo, há prejuízos relacionados à qualidade do produto final, ao consumo energético e, sobretudo, à segurança operacional.

Entre os principais efeitos de um reator degradado estão:

  • Variações de temperatura que comprometem reações químicas sensíveis;
  • Vazamentos em selos mecânicos e juntas, com risco de liberação de substâncias perigosas;
  • Perda de eficiência térmica e aumento de consumo energético;
  • Interrupções não programadas e atrasos na entrega de lotes.

As principais falhas em reatores do segmento químico

Os reatores são sistemas complexos, compostos por agitadores, selos, trocadores de calor e motores auxiliares. Qualquer falha em um desses elementos pode interromper todo o processo.

Causas recorrentes em campo

A experiência em campo mostra que a maioria das falhas em reatores tem origem em degradação lenta, provocada por condições de operação fora do ideal, ausência de monitoramento contínuo e falhas em rotinas de inspeção. 

Desgaste mecânico em agitadores e selos

O agitador é responsável pela homogeneização da mistura. Com o tempo, o atrito e a falta de alinhamento geram desgaste mecânico, elevando o nível de vibração e provocando microvazamentos nos selos mecânicos — um problema que frequentemente passa despercebido.

Corrosão e fadiga térmica

Ambientes químicos agressivos aceleram processos de corrosão, especialmente em ligas metálicas expostas a variações bruscas de temperatura. A fadiga térmica causa microfissuras que, se não monitoradas, podem evoluir para falhas estruturais em vasos de pressão.

Desbalanceamento e vibrações anormais

Pequenos desbalanceamentos no eixo do agitador, originados por depósitos ou deformações, geram vibrações anormais e aumentam o esforço sobre mancais e rolamentos. Sem acompanhamento, essas anomalias comprometem a integridade do sistema e podem levar à quebra do eixo.

Falhas em sistemas auxiliares (motores, bombas, trocadores)

Muitas paradas são causadas não pelo reator em si, mas por sistemas auxiliares, como motores, bombas e trocadores de calor. Um motor sobreaquecido, por exemplo, altera o regime de agitação e afeta a cinética da reação, gerando desvios de qualidade no produto final.

Como essas falhas se desenvolvem de forma lenta e quase imperceptível no dia a dia da operação

Grande parte das falhas em reatores ocorre de maneira progressiva e silenciosa. No início, as variações de temperatura, ruído e vibração são pequenas demais para serem detectadas por inspeções rotineiras ou medições manuais esporádicas.

Sem um sistema de monitoramento preditivo, baseado em IoT, essas alterações passam despercebidas até que o dano se torne irreversível — muitas vezes, em plena operação de um lote crítico.

Segundo recomendações da International Society of Automation (ISA), o monitoramento contínuo de variáveis como vibração, temperatura e pressão é essencial para antecipar falhas mecânicas em reatores e melhorar a confiabilidade operacional em plantas químicas.

Sintomas precoces que passam despercebidos antes do colapso do ativo

Mesmo em reatores modernos, alguns sinais sutis podem indicar problemas sérios em desenvolvimento:

  • Leve aumento de vibração no eixo do agitador;
  • Pequenas variações de torque ou rotação;
  • Atrasos no tempo de reação química;
  • Ruídos intermitentes próximos a selos ou mancais;
  • Desvio de temperatura sem causa aparente.

Sem o uso de algoritmos de IA e sensores inteligentes, esses sintomas parecem normais. Mas, quando analisados de forma preditiva, eles revelam tendências claras de desgaste e risco.

O poder do monitoramento preditivo em processos críticos

Ao antecipar anomalias, otimizar intervenções e garantir a segurança de processo, as indústrias conquistam ganhos expressivos em produtividade, confiabilidade e redução de custos operacionais.

Menos perdas de lote e interrupções não programadas

A Manutenção Preditiva com IA reduz paradas inesperadas e garante maior estabilidade nas reações químicas, evitando perdas de lotes inteiros e custos com retrabalho.

Aumento de confiabilidade e MTBF do reator

Com o acompanhamento contínuo, o MTBF (Mean Time Between Failures) aumenta significativamente, prolongando a vida útil do ativo e reduzindo a necessidade de trocas emergenciais.

Redução de riscos de acidentes e conformidade com normas de segurança

A segurança de processo é reforçada pela antecipação de falhas que poderiam gerar vazamentos, explosões ou contaminações — mantendo a planta em conformidade com normas como NR-13 e API 510.

Decisões baseadas em dados para planejar intervenções com menor impacto

Com dados históricos e análises preditivas, as equipes de manutenção podem planejar paradas com antecedência, reduzindo o impacto na produção e otimizando recursos.

(FAQ) Principais dúvidas sobre reatores, falhas e manutenção preditiva

1. Quais são as falhas mais frequentes em reatores de indústrias químicas?

As falhas em reatores mais comuns incluem desgaste mecânico em agitadores e selos, corrosão, fadiga térmica, vibrações anormais e falhas em sistemas auxiliares, como bombas e trocadores de calor.

2. Quais sintomas precoces indicam que um reator pode estar prestes a falhar?

Oscilações sutis de temperatura, pressão, ruído ou vibração podem ser sinais iniciais de desgaste, ou desbalanceamento. Ignorar esses sintomas aumenta o risco de falha súbita ou incidente de processo.

3. Como a IA no monitoramento preditivo industrial identifica anomalias em reatores?

O monitoramento preditivo industrial coleta dados contínuos sobre o comportamento do equipamento, usando sensores e algoritmos de IA para detectar mudanças mínimas que indicam risco de falha ou de comprometimento da segurança de processo.

4. Que benefícios o monitoramento preditivo oferece para operações químicas críticas?

As indústrias alcançam maior confiabilidade, redução de paradas inesperadas, mais segurança operacional e planejamento de manutenção com base em dados, evitando perdas de produção e custos imprevistos.

5. Como o monitoramento preditivo ajuda a aumentar a segurança de processo nas plantas químicas?

Ao detectar desvios antes que afetem o sistema, o sistema preditivo minimiza riscos de vazamentos, reações fora de controle e incidentes, garantindo integridade do ativo e segurança de processo contínua.

6. Quando implementar o monitoramento preditivo em reatores industriais?

A aplicação é indicada em equipamentos críticos, onde falhas podem gerar paradas de produção, riscos ambientais ou de segurança. Quanto mais cedo adotado, maiores os ganhos de confiabilidade e eficiência.

Quer aumentar a confiabilidade dos seus reatores e reduzir riscos em processos críticos? Fale com os especialistas da SEMEQ

A SEMEQ é referência em inteligência artificial para monitoramento preditivo industrial, atuando há mais de 30 anos na prevenção de falhas em ativos críticos em todos  os continentes.

Com tecnologia proprietária de IA e suporte técnico especializado, a empresa ajuda indústrias químicas a alcançar um novo patamar de segurança, eficiência e confiabilidade operacional.

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Falhas em printers: perdas invisíveis de qualidade e eficiência na linha de embalagens

Na rotina de uma fábrica de embalagens, a busca por alta disponibilidade, repetibilidade e precisão na impressão é constante.
Ainda assim, muitos gestores de manutenção lidam com um problema silencioso: falhas em printers que não provocam paradas imediatas, mas geram perda progressiva de qualidade, eficiência e estabilidade do processo.

Essas perdas, muitas vezes imperceptíveis no curto prazo, impactam a produtividade, elevam custos operacionais e comprometem o produto final — sem serem capturadas pelas rotinas tradicionais de manutenção preventiva.

Ao longo deste artigo, você vai entender quais falhas mais afetam o desempenho dos printers, por que elas costumam ser detectadas tardiamente e como o monitoramento preditivo industrial se tornou essencial para preservar a performance da linha.

Os prejuízos de uma impressora funcionando abaixo da performance em uma fábrica de embalagens

Quando o printer deixa de operar em sua faixa ideal, o impacto na produtividade da linha é direto.

Uma impressora industrial que perde precisão de sincronismo, apresenta vibrações ou sofre com desalinhamentos pode causar:

  • Desvios de impressão e falhas de marcação, comprometendo a legibilidade de códigos, lotes e rótulos;
  • Aumento de refugos e retrabalhos, gerando desperdício de insumos e tempo;
  • Microparadas recorrentes, que somadas representam horas de linha parada ao longo do mês;
  • Perda de ritmo produtivo, reduzindo o OEE (Overall Equipment Effectiveness).

Segundo o relatório Trends in Packaging and Processing Operations da PMMI, falhas em equipamentos periféricos como impressoras, aplicadores e sistemas de inspeção são frequentemente citadas como causas relevantes de paradas não planejadas e perdas de eficiência nas linhas de embalagem.

Ou seja, o problema pode não estar na linha principal, mas em um equipamento aparentemente secundário — até que ele interrompa toda a produção.

Principais falhas em printers e suas causas ocultas

Mesmo com inspeções regulares, muitas falhas em printers têm origem em causas mecânicas e elétricas que se desenvolvem de forma progressiva.
Esses problemas não surgem de maneira abrupta e, muitas vezes, não geram alarmes imediatos, mas se manifestam por meio de efeitos operacionais e ambientais, como instabilidade do processo, perda de qualidade de impressão e redução da eficiência da linha de embalagens.

Desalinhamento do cabeçote e falhas de sincronismo

O desalinhamento entre o cabeçote de impressão e o sistema de movimentação é uma das falhas mais recorrentes.

Com o tempo, vibrações, choques ou ajustes incorretos podem alterar o ângulo de ataque da impressão. Isso gera marcas imprecisas e leituras incorretas de código.

Falhas de sincronismo entre o printer e o transportador também são críticas: o atraso de poucos milissegundos pode causar desfoque ou duplicação na impressão.

Esses desvios são difíceis de identificar visualmente no início — e só se tornam evidentes quando o volume de produtos defeituosos cresce.

Vibrações em suportes e eixos que afetam a precisão da impressão

As vibrações são um inimigo silencioso da confiabilidade. Quando suportes, mancais ou eixos apresentam microvibrações, o cabeçote perde estabilidade. O resultado é uma impressão irregular, com falhas em códigos de barras, datas ou logotipos.

Essas vibrações, quando não controladas, também aceleram o desgaste de rolamentos e acoplamentos, podendo levar a paradas inesperadas.

Sem o suporte do monitoramento preditivo industrial, elas costumam passar despercebidas até que o dano seja irreversível.

Variações de temperatura e sujeira que afetam sensores e atuadores

Ambientes de embalagem frequentemente sofrem com flutuações de temperatura, poeira e partículas de tinta ou adesivo.

Esses contaminantes afetam sensores ópticos e atuadores pneumáticos, levando a erros de leitura e atrasos na resposta do sistema.

A consequência é o descompasso entre o momento da impressão e a passagem do produto — um problema clássico que reduz a eficiência e aumenta o retrabalho.

Como esses problemas evoluem de forma gradual, gerando perda de qualidade

O maior desafio é que esses problemas não surgem de forma abrupta. Primeiro, aparecem pequenas variações de desempenho. Depois, microparadas intermitentes.

Somente quando a deterioração  já compromete o ritmo produtivo é que o problema se torna evidente.

Esse processo gradual explica por que as rotinas de manutenção preventiva nem sempre detectam falhas em printers:

  • Elas se baseiam em intervalos de tempo, e não em condição real de operação;
  • Nem sempre monitoram vibrações, temperatura e sincronismo em tempo real;
  • Dependem de inspeções visuais ou medições pontuais, que podem mascarar tendências.

É nesse ponto que o monitoramento preditivo industrial se diferencia.

Como o monitoramento preditivo elimina perdas e previne falhas

O monitoramento preditivo industrial utiliza sensores, análise de vibração, temperatura, variáveis elétricas e inteligência artificial para identificar padrões anormais. No caso das impressoras, essa tecnologia detecta:

  • Desalinhamentos milimétricos no cabeçote e no sistema de transporte;
  • Aumento de vibração em suportes e eixos, indicando desgaste de componentes;
  • Oscilações de temperatura que comprometem eletrônicos e sensores;
  • Mudanças sutis no consumo de energia, que podem sinalizar sobrecarga ou atrito excessivo.

Com dados em tempo real, os gestores conseguem agir com antecedência, planejando a parada na janela ideal e evitando paradas não programadas.

Além disso, algoritmos de IA correlacionam as medições com o histórico de falhas da linha, criando uma base de aprendizado contínuo.
Essa abordagem torna o diagnóstico cada vez mais preciso e personalizado para o perfil de operação da fábrica.

Resultados operacionais e estratégicos

O uso do monitoramento preditivo industrial em printers vai muito além da redução de falhas. Ele gera ganhos concretos e mensuráveis na linha de embalagens:

Aumento da disponibilidade e da confiabilidade do printer

  • Operação contínua, com menor risco de falhas inesperadas;
  • Diagnósticos precisos que evitam trocas desnecessárias de componentes;
  • Planejamento mais eficiente das paradas programadas.

Redução de microparadas e perdas de ritmo

  • Monitoramento em tempo real de vibrações e sincronismo;
  • Alertas automáticos permitem correções rápidas, antes de comprometer o ritmo;
  • Redução de refugos causados por falhas de marcação.

Melhoria no rendimento global da linha e redução de custos

  • Diminuição de desperdício de embalagens e insumos;
  • Menor tempo de setup e ajustes de máquina;
  • Aumento do OEE e redução de custos operacionais.

Com esses resultados, o setor de manutenção deixa de atuar de forma reativa e passa a ser estratégico para a performance da planta.

[FAQ] Principais dúvidas sobre falhas em printers e monitoramento preditivo industrial

1. Quais são as falhas em printers mais comuns nas linhas de embalagens?

As mais frequentes são desalinhamento do cabeçote, vibrações em eixos e suportes, falhas de sincronismo e sujeira em sensores. Elas comprometem a precisão da impressão, aumentam refugos e reduzem o ritmo da linha. Com o monitoramento preditivo industrial, é possível detectar essas anomalias antes que causem perdas de produtividade.

2. Como o desalinhamento do cabeçote afeta a eficiência do printer?

O desalinhamento altera o ponto de impressão e causa falhas em códigos e rótulos. Isso gera retrabalho e perda de qualidade. O monitoramento preditivo identifica pequenas variações de posição e vibração, permitindo ajustes antes que o problema cause paradas ou falhas de leitura.

3. Por que as vibrações em suportes e eixos comprometem a qualidade da impressão?

As vibrações reduzem a estabilidade do cabeçote e causam impressões irregulares. Também aceleram o desgaste de rolamentos e acoplamentos. Com sensores de vibração e análise preditiva, é possível detectar o início do problema e agir antes que ele evolua para uma falha crítica.

4. De que forma o monitoramento preditivo industrial detecta falhas invisíveis nos printers?

Sensores monitoram vibração, temperatura e variáveis elétricas em tempo real. A análise de dados e IA identificam padrões anormais e enviam alertas antecipados. Assim, o gestor de manutenção pode agir antes que as falhas impactem a linha de embalagens.

5. Qual a diferença entre manutenção preventiva e preditiva na gestão das impressoras industriais?

A preventiva segue um cronograma fixo; a preditiva atua conforme a condição real do equipamento. Isso evita trocas desnecessárias, reduz custos e aumenta a disponibilidade dos printers — ideal para operações contínuas em linhas de embalagem.

6. Quais sinais indicam que um printer está operando fora da performance ideal?

Oscilações na impressão, microparadas, vibrações e aumento de temperatura são sinais de alerta. O monitoramento preditivo industrial permite detectar esses sintomas no início, evitando que pequenas falhas se transformem em paradas de produção.

7. Quais ganhos práticos a manutenção preditiva traz para a linha de embalagens?

Mais disponibilidade, menor refugo e redução de custos. A preditiva melhora o OEE, diminui microparadas e aumenta a confiabilidade dos printers, garantindo uma operação mais eficiente e previsível.

8. É possível integrar o monitoramento preditivo com outros sistemas da fábrica?

Sim. As plataformas modernas se conectam a sistemas SCADA, MES e ERP, centralizando dados de desempenho e falhas. Essa integração facilita decisões estratégicas e fortalece a gestão de ativos industriais.

9. Como começar um projeto de monitoramento preditivo industrial?

O ideal é realizar um diagnóstico inicial para identificar pontos críticos e definir os sensores adequados. Com apoio de especialistas como a SEMEQ, o projeto é estruturado com tecnologia, análise e suporte contínuo para resultados rápidos e sustentáveis.

Quer entender como o monitoramento preditivo pode manter sua linha de embalagens rodando sem problemas?

A eficiência de uma impressora é decisiva para garantir ritmo, qualidade e disponibilidade.

A SEMEQ, referência em monitoramento preditivo industrial, ajuda indústrias de embalagens a identificar falhas antes que impactem a produção — com tecnologia, dados e experiência de campo.

Entre em contato com a SEMEQ e veja como a preditiva transforma os resultados de forma prática e mensurável.

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Desfibradores: como falhas nesse equipamento podem comprometer toda a moagem de cana

Em uma usina de cana-de-açúcar, o tempo é o ativo mais valioso. Cada hora parada durante a safra representa toneladas de cana não processadas e perdas financeiras consideráveis. 

Nesse cenário, o desfibrador — equipamento essencial na preparação da matéria-prima para a moagem de cana-de-açúcar — assume um papel crítico. Quando ele falha, toda a linha produtiva é impactada.

Este artigo explica os impactos dessas falhas, os tipos mais comuns, e como o monitoramento contínuo e inteligente se tornou um aliado indispensável das usinas modernas. Acompanhe!

O impacto real das falhas no desfibrador no desempenho da moagem de cana

O desfibrador é o primeiro equipamento da linha de preparo da cana. Ele fragmenta as fibras antes da moagem, garantindo melhor extração do caldo e, consequentemente, maior rendimento industrial.

Quando há falhas em desfibradores, o processo de alimentação das moendas fica irregular, o que pode causar:

  • Queda na eficiência de extração do caldo;
  • Aumento no consumo de energia elétrica;
  • Sobrecarga nos motores e redutores;
  • Danos em esteiras e alimentadores subsequentes;
  • Paradas não programadas em plena safra.

Esses impactos são amplificados porque a moagem opera em regime contínuo. Segundo estudos da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), uma hora de parada pode representar prejuízos de R$ 20 mil a R$ 50 mil, dependendo do porte da usina e da fase da safra.

Mais do que um problema mecânico, a falha no desfibrador é uma questão de disponibilidade operacional e produtividade global.

Quais são as falhas mais comuns em desfibradores?

Apesar de robustos, os desfibradores estão sujeitos a esforços extremos e condições severas. O desgaste natural e as variações de carga exigem atenção constante. Abaixo, as falhas mais frequentes — e como elas se manifestam no processo.

Desequilíbrio dinâmico

Ocorre quando o rotor perde simetria devido ao acúmulo de impurezas ou desgaste irregular dos martelos.

Sintomas: aumento da vibração, ruídos anormais e redução da eficiência energética. Esse tipo de falha costuma evoluir rapidamente, podendo causar trincas em eixos e danos estruturais se não detectado a tempo.

Desgaste e fadiga de martelos

Os martelos sofrem impacto contínuo com a cana e materiais estranhos (como pedras ou metais). Com o tempo, perdem massa e alteram o equilíbrio do conjunto.

Consequência: menor capacidade de desfibramento e maior esforço nos motores. Em muitos casos, a substituição é feita tardiamente, levando a falhas em cascata.

Falhas em mancais e rolamentos

São responsáveis por sustentar o eixo do rotor e garantir seu giro estável. Quando apresentam folgas, trincas ou superaquecimento, o equipamento inteiro entra em risco.

Causas comuns: desalinhamento, lubrificação inadequada ou sobrecarga. Esses componentes estão entre os mais críticos do sistema e devem ser monitorados continuamente.

Vibrações excessivas por desalinhamento

Um pequeno desalinhamento entre motor e eixo do desfibrador pode gerar alterações na vibração, acelerando o desgaste de rolamentos.

Resultado: perda de rendimento e risco de quebra súbita durante o pico da safra.

Problemas de lubrificação

A lubrificação incorreta é uma das causas mais subestimadas de falhas mecânicas. Excesso, falta ou contaminação do lubrificante comprometem o filme protetor e geram atrito excessivo.

Consequência: aquecimento, desgaste prematuro e paradas inesperadas.

Por que o monitoramento preditivo é decisivo para esse equipamento

As inspeções e manutenções preventivas são importantes, mas nem sempre suficientes. Isso ocorre porque elas se baseiam em cronogramas fixos — e não no comportamento real do equipamento.

Na prática, o desfibrador pode apresentar anomalias entre uma inspeção e outra, e o problema só é detectado quando a falha já está instalada.

Com a Manutenção preditiva industrial, o cenário muda completamente. Sensores instalados nos mancais motores monitoram vibrações, temperatura, corrente e tensão em tempo real. A análise desses dados permite:

  • Detectar desequilíbrios ou desalinhamentos em estágio inicial;
  • Identificar padrões de falha antes que se tornem críticos;
  • Emitir alertas automáticos para intervenção planejada;
  • Reduzir drasticamente o risco de paradas não programadas.

De acordo com a Allied Market Research (2024), empresas que adotam sistemas de monitoramento preditivo podem reduzir custos de manutenção em até 30% e falhas inesperadas em 50%.

No contexto da moagem de cana-de-açúcar, essa previsibilidade garante uma safra mais estável e produtiva.

Ganhos operacionais comprovados com o monitoramento preditivo

Implementar a Manutenção preditiva industrial em desfibradores vai muito além de evitar falhas — é uma estratégia de confiabilidade e rentabilidade. Veja os principais ganhos observados pelas usinas que adotam essa prática.

Redução de paradas não programadas e de custos corretivos

Ao detectar anomalias antes da quebra, o time de manutenção consegue agir com planejamento.

Isso significa menos emergências, menos peças substituídas de forma desnecessária e maior previsibilidade de custos.

Aumento da disponibilidade e do tempo médio entre falhas (MTBF)

O monitoramento contínuo ajuda a estender a vida útil dos componentes e aumentar o MTBF.

Com menos interrupções, a moagem mantém sua cadência ideal, garantindo melhor aproveitamento da safra.

Melhora na previsibilidade de manutenção e na tomada de decisão durante a safra

Com base em dados históricos e tendências, as equipes podem priorizar intervenções críticas e ajustar cronogramas.

Isso traz segurança operacional e elimina decisões baseadas apenas em percepção ou rotina.

Possibilidade de planejar intervenções com base em dados reais, sem comprometer a moagem

O maior benefício do monitoramento preditivo é a liberdade de agir no momento certo.

A manutenção deixa de ser um “imprevisto” e passa a fazer parte do planejamento estratégico da usina.

O desfibrador como ponto estratégico da confiabilidade

Entre todos os equipamentos da preparação de cana, o desfibrador é o que mais impacta a eficiência global da moagem.

Manter sua integridade é garantir a continuidade da operação e a rentabilidade da safra.

Investir em Manutenção preditiva industrial não é apenas uma tendência — é um fator de competitividade. As usinas que operam com base em dados têm maior disponibilidade, menor custo por tonelada moída e maior segurança para planejar o futuro.

Como identificar sinais de falha antes da parada do desfibrador de cana-de-açúcar

Nos sistemas de preparo de cana, o desfibrador é um dos ativos mais críticos do processo. As falhas raramente ocorrem de forma repentina: em geral, elas evoluem gradualmente e apresentam sinais claros de degradação. Com monitoramento contínuo e análise adequada dos dados, é possível identificar esses indícios antes que a falha resulte em paradas não planejadas.

A seguir, estão as principais técnicas utilizadas para antecipar falhas críticas em desfibradores de cana.

Análise de Vibração

Os desfibradores possuem componentes de grande porte — como rotores, martelos, rolamentos e sistemas de transmissão — que geram assinaturas vibracionais específicas. A análise dessas vibrações permite identificar precocemente falhas como desgaste de rolamentos, folgas mecânicas, desbalanceamentos do rotor, desalinhamentos e problemas em engrenagens, evitando danos severos ao equipamento.

Análise de Circuito de Motores (MCA)

Os motores que acionam os desfibradores operam sob cargas elevadas e variáveis. A Análise de Circuito de Motores possibilita a detecção de falhas elétricas e eletromecânicas, como degradação do isolamento, barras de rotor trincadas, desequilíbrios elétricos e falhas associadas a inversores de frequência. Esses problemas, se não tratados, podem comprometer diretamente a disponibilidade do ativo.

Análise de Lubrificantes

Os sistemas de lubrificação dos desfibradores coletam partículas provenientes do desgaste interno dos componentes. A análise do óleo permite identificar contaminações, desgaste anormal e modos potenciais de falha em mancais, rolamentos e engrenagens. Essa técnica pode ser utilizada de forma complementar às demais ou de maneira isolada em pontos onde não é possível instalar sensores.

Monitoramento de Temperatura

O surgimento de falhas mecânicas ou elétricas geralmente provoca elevação ou variações anormais de temperatura. O acompanhamento contínuo desses parâmetros permite identificar problemas como atrito excessivo, falhas de lubrificação e sobrecarga dos motores antes que ocorram danos mais graves.

Termografia

A termografia possibilita a visualização de anomalias térmicas em motores, painéis elétricos, acoplamentos e mancais do desfibrador. Pontos quentes fora do padrão indicam falhas em desenvolvimento, permitindo intervenções planejadas e seguras.

Ultrassom

A técnica de ultrassom é altamente eficaz para detectar falhas incipientes em rolamentos, problemas de lubrificação associados ao processo. Nos desfibradores, o ultrassom pode complementar a análise vibracional, ampliando a capacidade de diagnóstico antecipado.

Abordagem Multitécnica com Inteligência Artificial

As estratégias mais avançadas de manutenção preditiva para desfibradores de cana combinam múltiplas técnicas de monitoramento em uma abordagem multitécnica suportada por Inteligência Artificial. A correlação automática entre vibração, elétrica, temperatura, lubrificação e ultrassom aumenta significativamente a confiabilidade dos diagnósticos, reduz paradas não planejadas e protege a continuidade da moagem.

A SEMEQ ajuda sua equipe a implementar estratégias de monitoramento preditivo sob medida para cada ativo crítico

A SEMEQ, referência em monitoramento de máquinas e equipamentos industriais, atua há décadas ajudando plantas industriais de diversos setores a alcançar eficiência máxima com confiabilidade total.

Se sua usina busca eliminar paradas inesperadas e aumentar a confiabilidade dos ativos críticos, fale com nossos especialistas e descubra como o monitoramento preditivo pode transformar o desempenho da sua moagem de cana-de-açúcar.

Entre em contato e leve sua manutenção ao próximo nível.

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Falhas em picadores de toras: como evitar paradas na produção de celulose

Na indústria de papel e celulose, o ritmo de produção é constante e qualquer interrupção tem impacto direto na rentabilidade. Entre os equipamentos mais críticos nesse processo está o picador de toras — responsável por transformar matéria-prima em cavacos de madeira uniformes, essenciais para a qualidade da celulose.

Quando esse ativo falha, toda a linha de produção pode parar. Entender quais falhas são mais críticas, como antecipá-las e de que forma a manutenção preditiva pode evitar prejuízos é fundamental para garantir disponibilidade e produtividade.

Neste artigo, você vai entender as principais causas de falhas, como detectá-las antecipadamente e como o monitoramento de ativos industriais pode transformar o picador de toras em um aliado da eficiência — e não em um entrave operacional. Acompanhe!

Os prejuízos de um picador de toras com falhas na linha de produção

O picador de toras é o primeiro elo da cadeia produtiva na fabricação de celulose. Se ele para, todo o processo de transformação da madeira em papel é interrompido. 

Além de reduzir o ritmo da planta, o travamento desse equipamento pode gerar desperdício de matéria-prima, aumento de custos operacionais e impactar as receitas e os resultados financeiros das empresas. 

Um picador em más condições pode provocar:

 

  • Cavacos fora do padrão, afetando a eficiência da digestão química;
  • Sobrecarga de energia, comprometendo o sistema elétrico;
  • Vibrações excessivas, que impactam outros componentes da linha;
  • Paradas não programadas, com prejuízos em toda a cadeia.

 

Segundo especialistas do setor de papel e celulose, paradas não planejadas em equipamentos críticos podem gerar impactos significativos na operação industrial, como aumento nos custos de manutenção corretiva e redução da produtividade. 

A aplicação de tecnologias como inteligência artificial tem se mostrado eficaz para mitigar esses efeitos e garantir maior disponibilidade operacional.

Por isso, gestores têm buscado soluções baseadas em manutenção preditiva em papel e celulose, que permitem agir antes da falha, com dados reais do comportamento das máquinas.

Falhas mais comuns em picadores de toras

Mesmo com rotinas de manutenção regulares, o ambiente severo e o alto esforço mecânico tornam o picador suscetível a falhas específicas. Conhecer cada uma delas é o primeiro passo para implementar um plano de prevenção eficaz.

Desgaste de facas → reduz eficiência e qualidade da picagem

As facas são o coração do picador. O desgaste natural ou desalinhamento das lâminas reduz a uniformidade dos cavacos, aumenta a carga sobre o motor e pode levar a travamentos.

Sinais comuns de problema:

 

  • Cavacos com dimensões irregulares;
  • Ruídos metálicos durante a operação;
  • Maior consumo de energia;
  • Aquecimento anormal do eixo.

 

A inspeção contínua e o uso de sensores de vibração e corrente elétrica permitem identificar quando o corte está perdendo eficiência antes que o sistema pare.

Problemas de vibração → indicam desalinhamento ou falha mecânica iminente

As vibrações são indicadores diretos do estado mecânico de qualquer máquina rotativa. No picador de toras, elas geralmente apontam:

 

  • Desbalanceamento do rotor;
  • Folgas em acoplamentos;
  • Rolamentos danificados;
  • Falhas estruturais.

 

Com o monitoramento de ativos industriais, sensores de vibração coletam dados em tempo real e enviam alertas automáticos ao detectar padrões anormais. Isso permite programar intervenções precisas, evitando danos em cadeia.

Sobrecarga ou falhas no sistema de acionamento → travamento do processo

A sobrecarga é uma das causas mais críticas de parada. Ela pode ocorrer por:

 

  • Excesso de alimentação;
  • Problemas elétricos no motor;
  • Travamento do eixo;
  • Falhas no inversor de frequência.

 

O impacto é imediato: a produção é interrompida e pode demandar horas de manutenção corretiva. Além disso, o esforço excessivo acelera o desgaste de componentes e eleva o risco de quebra total.

Como identificar sinais de falha antes da parada

Grande parte das falhas em picadores não acontece de forma repentina. Elas dão sinais claros que podem ser percebidos — desde que a planta conte com sistemas de monitoramento contínuo e equipe capacitada para interpretar os dados.

A seguir, veja as principais formas de detecção de paradas críticas.

Análises de vibrações

Há cerca de 50 tipos de vibração que permitem a identificação antecipada de falhas. Por meio de sensores instalados nos equipamentos, essas vibrações são captadas e, posteriormente, detectam-se os modos potenciais de falha. Dessa forma, pode-se identificar falhas de rolamento, engrenagem, desalinhamentos e desbalanceamentos, entre outros.  

Análise de Circuito de Motores (MCA)

Há inúmeros problemas detectáveis nos motores, tais como isolamento, barras trincadas, problemas nos rolamentos dos motores. Os sensores MCA também identificam problemas elétricos nos inversores de frequência

Análise de Lubrificantes

Os óleos lubrificantes circulam dentro da máquina, coletando partículas que também  permitem identificar modos potenciais de falha. Podem ser usados em conjunto com outras técnicas para uma identificação mais precisa dos problemas ou isoladamente onde não é possível a instalação dos sensores. Além disso, a análise dos lubrificantes é fundamental para garantir que o óleo continue cumprindo sua função de lubrificação. 

Sensores de Temperatura

Quando o modo potencial de falha se manifesta, muitas vezes gera alterações na temperatura; portanto, o monitoramento de temperatura também permite a identificação de falhas precocemente. 

Termografia

 A termografia cria um mapa técnico que permite identificar pontos de temperatura anormais em sistemas mecânicos ou elétricos, apontando  falhas precocemente.

Ultrassom

Assim como os sensores de vibração,  os de ultrassom capturam anomalias com grande antecedência e podem ser usados em sistemas de vapor, mecânicos, pneumáticos e hidráulicos. 

 

Abordagem Multitecnica com IA

Os sistemas mais avançados de monitoramento preditivo usam um conjunto de técnicas, denominado abordagem multitécnica com IA, que aumentam expressivamente a qualidade da detecção de falhas. 

O papel do monitoramento preditivo

A manutenção preditiva na indústria de papel e celulose utiliza dados coletados continuamente por sensores para identificar falhas antes que causem paradas. 

Além de prevenir interrupções, essa abordagem garante que os equipamentos operem sempre em seu melhor desempenho, extraindo o máximo potencial de cada ativo — de forma mais precisa e econômica do que as manutenções corretivas.

A manutenção preditiva, diferente da manutenção preventiva, leva à melhor utilização da vida útil dos elementos das máquinas, gerando uma grande economia de custos com peças de reposição. 

Os dados coletados são analisados por algoritmos de IA, que identificam padrões de degradação. Assim, o gestor de manutenção sabe quando e onde intervir, otimizando recursos e evitando substituições desnecessárias.

Empresas que adotam esse modelo relatam:

 

  • Redução de até 50% nas paradas não programadas;
  • Aumento da disponibilidade dos equipamentos;
  • Menor custo por hora de operação;
  • Maior previsibilidade na manutenção e na produção.

 

O monitoramento preditivo com IA transforma o picador de toras em um ativo confiável e sustentável.

Garanta que seu picador nunca seja um fator limitante na produção

Um picador que opera no limite, sem acompanhamento, é uma fonte constante de risco. Por outro lado, com monitoramento preditivo com IA, o gestor tem controle total sobre o desempenho e o estado real do equipamento — garantindo segurança, previsibilidade e produtividade.

A SEMEQ é referência no monitoramento de ativos industriais, unindo tecnologia, expertise e confiabilidade para que sua planta opere sem surpresas.

Evite que falhas ocultas travem sua produção: antecipe problemas, reduza custos e aumente a eficiência com a SEMEQ.

Fale com um especialista SEMEQ e descubra como aplicar manutenção preditiva no seu picador de toras e em toda a linha de produção.

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Por que as empresas de papel e celulose estão adotando o Monitoramento Preditivo com IA?

A indústria de papel e celulose tem passado por uma verdadeira revolução tecnológica. Pressões por redução de custos, metas ambientais mais rígidas e a necessidade de operação contínua têm levado o setor a buscar soluções que unam confiabilidade, eficiência e previsibilidade.

Entre as inovações que mais têm transformado a gestão de manutenção está o Monitoramento Preditivo com IA — uma tecnologia que conecta sensores inteligentes, coleta dados em tempo real e utiliza algoritmos avançados para antecipar falhas antes que elas ocorram.

A seguir, entenda por que tantas empresas do setor estão adotando o Monitoramento Preditivo com IA como parte essencial da sua estratégia de manutenção e produtividade.

Redução significativa dos custos de manutenção

Manutenções preventivas baseadas em cronogramas fixos muitas vezes geram trocas de componentes ainda em bom estado.

Com a IA, a manutenção passa a ser baseada em condição, ou seja, o equipamento só é parado quando há indícios concretos de desgaste.

Segundo dados da McKinsey, a manutenção preditiva pode reduzir em até 40% os custos operacionais, além de diminuir o tempo de parada das máquinas.

Previsão precisa da vida útil dos equipamentos

O ambiente industrial da celulose é agressivo e exige altos padrões mecânicos. Com sensores de vibração, temperatura, assinatura elétrica e ultrassom, a IA permite criar modelos personalizados de desgaste para cada ativo.

Isso torna possível prever com precisão a vida útil dos elementos das máquinas, facilitando o planejamento de paradas, o controle do estoque de peças e o investimento em novos equipamentos, além de permitir o uso dos componentes até o ótimo da sua vida útil.

Integração total de dados entre setores

Muitas fábricas ainda sofrem com informações fragmentadas entre manutenção e produção.

Os dados são centralizados na plataforma e, em seguida, analisados pela IA, que podem ser acessados por diferentes áreas. Os relatórios podem ser acessados  por dashboards ou serem inseridos automaticamente nos ERPs

O resultado é uma gestão colaborativa, orientada a dados e com decisões rápidas e precisas.

Eficiência energética e sustentabilidade

Motores sobrecarregados, rolamentos desgastados e eixos desalinhados são apenas algumas das possíveis falhas do sistema de produção que aumentam o consumo de energia e reduzem a performance dos equipamentos.

A Manutenção Preditiva e o Monitoramento Preditivo com IA também podem reduzir o desperdício de energia. 

De acordo com o Atlas de Eficiência Energética Brasil 2022, boas práticas de monitoramento podem reduzir em até 15% o consumo energético industrial, contribuindo para metas ESG e certificações ambientais.

Redução do tempo médio de reparo (MTTR)

Quando ocorre uma falha inesperada, o tempo médio de reparo (MTTR) pode representar milhões em perdas de produção.

Com diagnósticos precisos gerados pela IA, a equipe de manutenção já sabe onde e como atuar, aumentando o MTTR e reduzindo drasticamente o tempo de intervenção.

Conformidade com normas e auditorias de segurança

Empresas de papel e celulose precisam cumprir normas rígidas de segurança ocupacional e auditorias de manutenção.

O sistema de monitoramento armazena automaticamente o histórico de falhas, intervenções e relatórios técnicos, garantindo rastreabilidade e reduzindo o tempo de aprendizagem de máquina. 

Além disso, a análise contínua reduz a exposição das equipes a riscos, aumentando a segurança operacional.

Aumento da confiabilidade e da disponibilidade operacional

A previsibilidade é um dos maiores ganhos trazidos pelo monitoramento preditivo com IA.

Com menos paradas imprevistas, as fábricas alcançam níveis superiores de disponibilidade e performance, mantendo a entrega aos clientes sem interrupções.

Essa confiabilidade se reflete diretamente na reputação e na competitividade internacional do setor.

Apoio à transformação digital da manutenção

A tecnologia conecta pessoas, máquinas e dados, tornando a manutenção mais inteligente, analítica e integrada à operação.

Empresas que já iniciaram essa jornada relatam melhor aproveitamento da equipe, maior precisão nas decisões e ganhos expressivos de produtividade.

É hora de ir além da manutenção tradicional

Se a sua planta ainda depende de manutenções corretivas ou preventivas tradicionais, é hora de evoluir.

O Monitoramento Preditivo com IA não apenas reduz custos, mas também aumenta a confiabilidade, eficiência energética e segurança operacional.

A SEMEQ tem mais de 30 anos de experiência e, atualmente, é referência em monitoramento preditivo com IA

Entre em contato com nossos especialistas e descubra como levar sua operação para o futuro da manutenção.

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Bombas submersas: quais são as falhas que comprometem todo o sistema

No setor de saneamento básico, as bombas submersas são equipamentos vitais para manter a operação contínua e garantir a entrega de um serviço essencial à população.

Quando esses ativos apresentam falhas, os impactos vão além da manutenção: podem comprometer toda a rede, gerar custos emergenciais e interromper processos críticos.

Entre os principais riscos estão a cavitação, a corrosão e os problemas elétricos. Todos eles podem ser prevenidos ou controlados com práticas modernas de monitoramento e manutenção preditiva em saneamento

Este artigo mostra quais são as falhas mais críticas em bombas submersas, como identificá-las precocemente e de que forma a manutenção preditiva ajuda gestores a tomar decisões estratégicas. Acompanhe!

Principais falhas que comprometem as bombas submersas

As falhas em bombas de saneamento comprometem diretamente a confiabilidade do sistema. Estudos apontam que até 70% das paradas não programadas em sistemas de bombeamento têm origem em problemas mecânicos que poderiam ser detectados com antecedência.

Cavitação

A cavitação ocorre quando bolhas de vapor se formam e implodem dentro da bomba. Esse fenômeno gera vibrações anormais, desgaste acelerado e redução do desempenho hidráulico

Em ambientes de saneamento, a cavitação é agravada pela presença de sólidos suspensos e variações de pressão. Se não for controlada, pode destruir o rotor em semanas.

Corrosão

A corrosão é outro inimigo silencioso. Em contato com fluidos agressivos, peças metálicas sofrem desgaste químico que compromete a vida útil da bomba. 

Segundo dados da NACE International, a corrosão custa às indústrias mundiais cerca de 2,5 trilhões de dólares por ano, e o saneamento é um dos setores mais impactados. No caso das bombas, a corrosão reduz a eficiência energética e aumenta o risco de vazamentos e rupturas.

Sobreaquecimento e falhas elétricas

Problemas elétricos em motores submersos podem levar ao sobreaquecimento, queimando bobinas e aumentando o consumo de energia. Muitas vezes, esse tipo de falha está ligado a mau isolamento, infiltração de umidade ou sobrecarga de operação. O resultado é a parada repentina do equipamento e a necessidade de substituição emergencial.

Como identificar sinais de falha em bombas submersas

Identificar problemas em estágios iniciais é decisivo para evitar custos maiores. Gestores de manutenção podem se atentar a sinais que indicam que a bomba está prestes a falhar:

 

  • Vibrações anormais: indicam desalinhamento, cavitação ou rolamentos danificados.
  • Aumento de ruído e temperatura: mostram sobrecarga elétrica ou desgaste mecânico.
  • Queda de desempenho/pressão: revela obstruções, erosão de rotores ou falhas de vedação.
  • Sinais de oxidação ou desgaste visível: evidenciam corrosão ou comprometimento estrutural.

 

Monitorar esses sinais em tempo real é um dos grandes diferenciais da manutenção preditiva em saneamento básico, permitindo agir antes que o sistema seja afetado.

Como o monitoramento preditivo ajuda a evitar paradas e custos emergenciais

A aplicação de tecnologias de manutenção preditiva permite acompanhar a saúde da bomba e prever falhas antes que se tornem críticas. Em vez de aguardar quebras ou trabalhar apenas com manutenção corretiva, os gestores podem agir de forma estratégica e programada.

Técnica aplicada

  • MCA – Os sensores MCA são instalados no painel elétrico que permite monitorar o comportamento da assinatura elétrica dos motores. Com isso, detectamos problemas de isolamento, barras trincadas, desgastes de rolamentos, cavitação, entre outros.  

Essa técnica, quando integrada a sistemas de monitoramento contínuo, fornece dados em tempo real que facilitam decisões rápidas e precisas.

Benefícios diretos para o gestor de manutenção

Adotar a manutenção preditiva em saneamento gera ganhos claros e imediatos para quem gerencia ativos de bombeamento.

Antecipação de falhas críticas

No caso das bombas submersas, antecipar problemas como cavitação ou sobreaquecimento pode evitar a paralisação de estações inteiras de bombeamento, reduzindo o risco de impacto na distribuição de água ou no tratamento de esgoto.

Planejamento de paradas programadas

Em vez de lidar com emergências, o gestor pode programar manutenções em momentos de menor impacto operacional. Isso significa organizar equipes, reservar peças de reposição e ajustar cronogramas com antecedência. O resultado é mais previsibilidade e eficiência, além de menor estresse na operação de saneamento.

Redução de custos emergenciais

Quando uma bomba falha de forma inesperada, os custos vão muito além da substituição da peça. Há despesas com logística emergencial, horas extras de equipes e até multas contratuais. A manutenção preditiva reduz esses riscos, transformando um cenário de gastos não planejados em uma gestão de custos controlada.

Maior confiabilidade e continuidade do serviço essencial

No saneamento, confiabilidade significa manter água limpa chegando às residências e garantir o tratamento adequado de efluentes. 

Ao proteger as bombas submersas contra falhas inesperadas, o gestor assegura a continuidade desse serviço essencial. Isso fortalece a imagem da operação, reduz reclamações da população e evita penalidades regulatórias.

 

 

Proteja suas bombas submersas e evite falhas que afetam todo o sistema: conte com a manutenção preditiva

As bombas submersas estão no coração dos sistemas de saneamento, e sua falha compromete toda a operação. 

A boa notícia é que, com as tecnologias certas de monitoramento, é possível prever problemas, proteger investimentos e assegurar a continuidade do serviço.

Na gestão de ativos críticos, contar com parceiros especializados faz toda a diferença. A SEMEQ oferece soluções avançadas de monitoramento para aumentar a confiabilidade de bombas submersas, reduzir falhas e garantir maior eficiência operacional.

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Falhas ocultas em enchedoras: como identificar antes da linha parar

A indústria de bebidas vive sob a pressão constante de manter a linha de envase em pleno funcionamento. Paradas não planejadas geram não apenas perdas de produção, mas também riscos de desperdício de matérias-primas e impacto direto na distribuição. 

Entre os ativos mais críticos desse processo estão as enchedoras; porém, muitas falhas nesses equipamentos são silenciosas e só se manifestam quando a linha já está comprometida.

Este artigo mostra quais são as falhas ocultas mais comuns em enchedoras, como identificar sinais críticos antes que evoluam e de que forma o monitoramento contínuo aliado à manutenção preditiva em linhas de envase garante a confiabilidade da produção.

Falhas ocultas mais recorrentes em enchedoras

Antes de uma parada total acontecer, as enchedoras podem apresentar sinais sutis que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. Conhecer essas ocorrências é essencial para antecipar riscos e manter a linha de envase estável.

Desgaste em rolamentos

Um dos problemas mais frequentes em enchedoras é o desgaste progressivo dos rolamentos; como esse  desgaste é lento e silencioso, dificilmente é percebido em inspeções sensitivas ou rotinas convencionais de manutenção

Porém, pequenas folgas ou irregularidades nesses componentes podem evoluir rapidamente para quebras, interrompendo todo o processo de envase.

Problemas em sistemas pneumáticos e hidráulicos

Além da parte mecânica, os sistemas auxiliares também estão sujeitos a falhas ocultas. Válvulas, selos ou tubulações pneumáticas e hidráulicas podem perder eficiência ao longo do tempo, comprometendo a precisão das enchedoras.

Muitas vezes, essas falhas só aparecem como pequenas instabilidades, mas evoluem para perdas de pressão e  variações de velocidade e no envase.

Contaminação ou falha em lubrificação

Outro ponto crítico está na lubrificação. Quando feita de forma inadequada, acelera o desgaste dos componentes e pode até gerar riscos de contaminação em ambientes de produção de bebidas

Portanto, o impacto na confiabilidade da máquina pode afetar diretamente a qualidade do produto final e gerar prejuízos e inconsistências em relação às normas regulatórias.

Principais sinais críticos a serem monitorados

Falhas ocultas sempre deixam rastros. Identificar esses sinais antecipadamente permite agir antes que o problema interrompa a produção. Abaixo estão os principais indícios que devem ser acompanhados com atenção.

Vibração anormal

Alterações nos padrões de vibração são um dos primeiros sinais de falhas mecânicas. Vibrações fora do padrão podem indicar, por exemplo, desalinhamentos, folgas, problemas de engrenagem, etc.

Aumento da temperatura em componentes-chave

Outro sinal precoce é o aquecimento excessivo de rolamentos, motores e redutores. Quando a temperatura ultrapassa limites seguros, pode indicar lubrificação insuficiente, sobrecarga de operação, dentre outros.

Ruídos atípicos ou variação no consumo de energia

Ruídos incomuns ou oscilações no consumo de energia também revelam desgaste interno ou perda de eficiência. Sem o uso de sensores, muitos desses sinais passam despercebidos, evoluindo silenciosamente para falhas maiores.

Pequenas irregularidades no ritmo de enchimento

Mesmo variações quase imperceptíveis na cadência de enchimento devem ser investigadas. Em muitos casos, esse é o primeiro alerta de falhas maiores em rolamentos, sistemas de acionamento ou de controle eletrônico.

Como o monitoramento contínuo evita problemas na produção

Detectar sinais isolados já ajuda, mas o verdadeiro diferencial vem do monitoramento contínuo. Essa estratégia permite acompanhar as condições da enchedora em tempo real, identificando tendências antes que os problemas causem impacto direto na produção.

Entre os principais ganhos estão:

 

  • A detecção antecipada de falhas ocultas, com mais previsibilidade.
  • A possibilidade de programar paradas planejadas em momentos estratégicos, sem impacto para a produção.
  • A redução de custos emergenciais, já que falhas graves normalmente exigem peças mais caras e mão de obra urgente.
  • A manutenção direcionada apenas para componentes que realmente apresentam risco, otimizando recursos da equipe de manutenção.

 

De acordo com a McKinsey, empresas que adotam estratégias de manutenção preditiva conseguem reduzir custos de manutenção em até 30% e diminuir em 45% as paradas não planejadas.

Principais técnicas aplicáveis em enchedoras

Existem diferentes técnicas de manutenção preditiva capazes de monitorar enchedoras de forma eficaz. Cada uma tem seu papel, mas é a combinação delas que garante uma visão completa da saúde do ativo.

 

  • Análise de vibração: identifica desalinhamentos, folgas e desgaste precoce.
  • Termografia: detecta pontos de aquecimento anormais em motores e rolamentos.
  • Ultrassom: revela falhas de lubrificação e vazamentos em sistemas pneumáticos.
  • Sensores on-line: possibilitam monitoramento em tempo real, com apoio de IoT e inteligência artificial para consolidar dados e tendências.

 

Essa integração é o que fortalece a tomada de decisão. Em vez de trocar peças por tempo de uso, a manutenção é feita baseada em condição real, trazendo segurança e previsibilidade.

Não espere a linha parar: descubra como a manutenção preditiva protege sua produção de bebidas

Na indústria de bebidas, a eficiência da linha de envase está diretamente ligada à competitividade. Falhas ocultas em enchedoras não podem ser tratadas como imprevistos, mas sim como variáveis controláveis por meio do monitoramento contínuo e da manutenção preditiva.

A SEMEQ, com sua abordagem multitécnica, digital e personalizável, oferece às indústrias a confiança necessária para operar com segurança e previsibilidade. 

Identificar falhas ocultas antes que a linha pare é a chave para manter a produção estável, reduzir custos e proteger os resultados.

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Desmistificando a manutenção preditiva com IA: tudo o que gestores de manutenção precisam saber

A transformação digital já chegou à manutenção industrial.

 

No entanto, muitos gestores ainda têm dúvidas sobre o funcionamento efetivo da manutenção preditiva com IA — será cara, complexa e restrita a grandes indústrias?

 

Essas incertezas são comuns, especialmente em empresas que buscam aumentar a confiabilidade das máquinas, reduzir paradas não programadas e otimizar recursos sem comprometer a operação.

 

Este conteúdo foi criado para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, com base em dados, experiência de campo e boas práticas. Acompanhe e entenda por que a manutenção preditiva online com IA é um dos pilares da nova era da eficiência industrial.

Manutenção preditiva com IA é a mesma que manutenção preventiva?

Apesar de parecerem semelhantes, as duas abordagens são bem diferentes.

 

A manutenção preventiva atua com base em intervalos de tempo ou horas de uso. Já a manutenção preditiva online com IA atua com base na condição do ativo.  

 

Enquanto a preventiva “supõe” quando uma peça pode falhar, a preditiva detecta o início da degradação com base em medições reais, como vibração, temperatura e ruído.

 

Segundo a Deloitte (2024), empresas que adotam programas de manutenção preditiva podem aumentar a produtividade em até 25%, reduzir falhas em até 70% e diminuir os custos de manutenção em até 25%.

É preciso parar a máquina para fazer monitoramento preditivo com IA?

Não. Esse é um dos principais diferenciais. O monitoramento preditivo com IA é realizado com o equipamento em operação, sem a necessidade de paradas.

 

Sensores instalados em pontos estratégicos captam informações continuamente e as enviam para plataformas de análise. Assim, o gestor pode agir antes que um problema se torne crítico, sem interromper a produção.

 

Essa característica aumenta a disponibilidade dos ativos e melhora o planejamento das intervenções, tornando o processo mais ágil e confiável.

O investimento em sensores e tecnologia realmente vale a pena?

Sim — e os números confirmam.

 

De acordo com a McKinsey & Company, empresas que implementam manutenção preditiva com IA em escala conseguem reduzir custos de manutenção, aumentar a produtividade e melhorar significativamente o retorno sobre ativos, tornando o investimento altamente vantajoso.

 

Os principais ganhos incluem:

 

  • Redução de falhas imprevistas;
  • Aumento da confiabilidade de máquinas;
  • Diminuição de custos de manutenção corretiva;
  • Melhoria da eficiência operacional e energética.

 

Em outras palavras, trata-se de um investimento estratégico, não apenas tecnológico.

Manutenção preditiva com IA é só para grandes indústrias?

Não. A tecnologia evoluiu e se tornou escalável e acessível.

 

Hoje, as médias empresas também podem adotar soluções modulares de manutenção preditiva com Inteligência Artificial, sensores sem fio, planos sob demanda e integração simplificada.

 

O importante é começar pelos equipamentos críticos e expandir conforme os resultados vêm aparecendo. Dessa forma, a digitalização da manutenção ocorre de forma gradual, segura e eficiente.

O sistema de monitoramento com IA substitui o analista de manutenção?

De forma alguma. O sistema é uma ferramenta de apoio — ele não substitui o olhar técnico humano, mas o aprimora.

 

Os analistas continuam essenciais para interpretar os dados, compreender o contexto operacional e tomar decisões estratégicas.

 

A tecnologia apenas automatiza a coleta e o processamento das informações, liberando tempo para análises mais profundas e planos de ação preventivos.

Como os dados coletados são analisados e transformados em ação?

Os sensores captam sinais de vibração, temperatura, corrente elétrica e outros indicadores. Esses dados são enviados para uma plataforma de monitoramento preditivo, onde algoritmos de inteligência artificial processam as informações.

 

Com isso, o sistema identifica padrões e anomalias. Quando algo foge do normal, o gestor recebe alertas com diagnósticos precisos e priorização de riscos.

 

Essa análise preditiva transforma dados brutos em decisões práticas, tornando o processo mais assertivo e proativo.

O que acontece se a internet ou o sistema falhar?

As plataformas de manutenção preditiva online contam com redundância de dados e armazenamento local temporário.

 

Se a conexão cair, os sensores continuam coletando informações, que são sincronizadas assim que o sistema é restabelecido.

 

Além disso, fornecedores especializados, como a SEMEQ, adotam protocolos de cibersegurança industrial e backup em nuvem, garantindo integridade e continuidade dos dados.

Quanto tempo leva para ver resultados concretos?

Os resultados podem aparecer em poucos meses, ou ate mesmo em poucos dias, dependendo do tipo de máquina e da criticidade do processo.

 

Geralmente, as primeiras reduções de falhas são observadas entre 1 e 6 meses após a implantação, com ganhos crescentes ao longo do tempo.

 

O segredo está em manter a consistência da coleta, análise de dados e tamanho da base de dados para aprendizagem de máquina. Quanto mais robusta a base, mais precisos se tornam os diagnósticos e o planejamento de manutenção.

Como saber se minha empresa está pronta para adotar manutenção preditiva com IA?

Alguns sinais indicam que a operação já está pronta para esse passo:

 

  • Alta recorrência de paradas não programadas;
  • Dificuldade em identificar causas de falhas;
  • Equipamentos críticos sem histórico confiável de desempenho;
  • Necessidade de aumentar a confiabilidade de máquinas sem ampliar custos fixos.

 

Se esses cenários são familiares, o momento é ideal para iniciar a transição para o modelo preditivo.

Qual é o papel da equipe interna após a implantação dos sensores?

Com o suporte do monitoramento preditivo, a equipe passa a atuar de forma mais estratégica e preditiva.

 

Os profissionais deixam de reagir a falhas e passam a planejar intervenções com base em dados, priorizando ações de maior impacto.

 

Além disso, o conhecimento técnico interno cresce, pois o time começa a compreender os padrões e as tendências de comportamento das máquinas, fortalecendo a cultura de confiabilidade operacional.

Como garantir que os dados do monitoramento com inteligência artificial são confiáveis?

A qualidade das medições depende de três fatores:

 

  1. Sensores de maior sensibilidade e certificados;
  2. Procedimentos padronizados de coleta;
  3. Análise técnica especializada.

 

A combinação entre tecnologia de ponta e experiência em campo é o que assegura que as informações sejam precisas e úteis para a tomada de decisão.

Como começar com manutenção preditiva com IA?

O caminho mais inteligente é iniciar com um projeto-piloto.

 

Identifique um grupo de máquinas críticas e implemente sensores conectados a uma plataforma de análise.

 

A partir dos resultados iniciais, é possível expandir gradualmente, ajustando processos e recursos conforme o retorno obtido.

 

Esse modelo permite validar a eficácia da solução antes de uma implantação em larga escala — reduzindo riscos e otimizando custos.

Transforme sua operação com a experiência da SEMEQ em monitoramento preditivo com IA

A manutenção preditiva com inteligência artificial não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica para indústrias que buscam eficiência, segurança e previsibilidade.

 

Combinando monitoramento preditivo, análise de dados e expertise humana, é possível transformar a manutenção em um centro de inteligência e confiabilidade.

 

A SEMEQ é especialista em levar essa transformação à prática — com tecnologia, metodologia e resultados comprovados.

 

Fale com um especialista SEMEQ e descubra como aumentar a confiabilidade das suas máquinas.

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