Na indústria de papel e celulose, o ritmo de produção é constante e qualquer interrupção tem impacto direto na rentabilidade. Entre os equipamentos mais críticos nesse processo está o picador de toras — responsável por transformar matéria-prima em cavacos de madeira uniformes, essenciais para a qualidade da celulose.
Quando esse ativo falha, toda a linha de produção pode parar. Entender quais falhas são mais críticas, como antecipá-las e de que forma a manutenção preditiva pode evitar prejuízos é fundamental para garantir disponibilidade e produtividade.
Neste artigo, você vai entender as principais causas de falhas, como detectá-las antecipadamente e como o monitoramento de ativos industriais pode transformar o picador de toras em um aliado da eficiência — e não em um entrave operacional. Acompanhe!
Os prejuízos de um picador de toras com falhas na linha de produção
O picador de toras é o primeiro elo da cadeia produtiva na fabricação de celulose. Se ele para, todo o processo de transformação da madeira em papel é interrompido.
Além de reduzir o ritmo da planta, o travamento desse equipamento pode gerar desperdício de matéria-prima, aumento de custos operacionais e impactar as receitas e os resultados financeiros das empresas.
Um picador em más condições pode provocar:
- Cavacos fora do padrão, afetando a eficiência da digestão química;
- Sobrecarga de energia, comprometendo o sistema elétrico;
- Vibrações excessivas, que impactam outros componentes da linha;
- Paradas não programadas, com prejuízos em toda a cadeia.
Segundo especialistas do setor de papel e celulose, paradas não planejadas em equipamentos críticos podem gerar impactos significativos na operação industrial, como aumento nos custos de manutenção corretiva e redução da produtividade.
A aplicação de tecnologias como inteligência artificial tem se mostrado eficaz para mitigar esses efeitos e garantir maior disponibilidade operacional.
Por isso, gestores têm buscado soluções baseadas em manutenção preditiva em papel e celulose, que permitem agir antes da falha, com dados reais do comportamento das máquinas.
Falhas mais comuns em picadores de toras
Mesmo com rotinas de manutenção regulares, o ambiente severo e o alto esforço mecânico tornam o picador suscetível a falhas específicas. Conhecer cada uma delas é o primeiro passo para implementar um plano de prevenção eficaz.
Desgaste de facas → reduz eficiência e qualidade da picagem
As facas são o coração do picador. O desgaste natural ou desalinhamento das lâminas reduz a uniformidade dos cavacos, aumenta a carga sobre o motor e pode levar a travamentos.
Sinais comuns de problema:
- Cavacos com dimensões irregulares;
- Ruídos metálicos durante a operação;
- Maior consumo de energia;
- Aquecimento anormal do eixo.
A inspeção contínua e o uso de sensores de vibração e corrente elétrica permitem identificar quando o corte está perdendo eficiência antes que o sistema pare.
Problemas de vibração → indicam desalinhamento ou falha mecânica iminente
As vibrações são indicadores diretos do estado mecânico de qualquer máquina rotativa. No picador de toras, elas geralmente apontam:
- Desbalanceamento do rotor;
- Folgas em acoplamentos;
- Rolamentos danificados;
- Falhas estruturais.
Com o monitoramento de ativos industriais, sensores de vibração coletam dados em tempo real e enviam alertas automáticos ao detectar padrões anormais. Isso permite programar intervenções precisas, evitando danos em cadeia.
Sobrecarga ou falhas no sistema de acionamento → travamento do processo
A sobrecarga é uma das causas mais críticas de parada. Ela pode ocorrer por:
- Excesso de alimentação;
- Problemas elétricos no motor;
- Travamento do eixo;
- Falhas no inversor de frequência.
O impacto é imediato: a produção é interrompida e pode demandar horas de manutenção corretiva. Além disso, o esforço excessivo acelera o desgaste de componentes e eleva o risco de quebra total.
Como identificar sinais de falha antes da parada
Grande parte das falhas em picadores não acontece de forma repentina. Elas dão sinais claros que podem ser percebidos — desde que a planta conte com sistemas de monitoramento contínuo e equipe capacitada para interpretar os dados.
A seguir, veja as principais formas de detecção de paradas críticas.
Análises de vibrações
Há cerca de 50 tipos de vibração que permitem a identificação antecipada de falhas. Por meio de sensores instalados nos equipamentos, essas vibrações são captadas e, posteriormente, detectam-se os modos potenciais de falha. Dessa forma, pode-se identificar falhas de rolamento, engrenagem, desalinhamentos e desbalanceamentos, entre outros.
Análise de Circuito de Motores (MCA)
Há inúmeros problemas detectáveis nos motores, tais como isolamento, barras trincadas, problemas nos rolamentos dos motores. Os sensores MCA também identificam problemas elétricos nos inversores de frequência
Análise de Lubrificantes
Os óleos lubrificantes circulam dentro da máquina, coletando partículas que também permitem identificar modos potenciais de falha. Podem ser usados em conjunto com outras técnicas para uma identificação mais precisa dos problemas ou isoladamente onde não é possível a instalação dos sensores. Além disso, a análise dos lubrificantes é fundamental para garantir que o óleo continue cumprindo sua função de lubrificação.
Sensores de Temperatura
Quando o modo potencial de falha se manifesta, muitas vezes gera alterações na temperatura; portanto, o monitoramento de temperatura também permite a identificação de falhas precocemente.
Termografia
A termografia cria um mapa técnico que permite identificar pontos de temperatura anormais em sistemas mecânicos ou elétricos, apontando falhas precocemente.
Ultrassom
Assim como os sensores de vibração, os de ultrassom capturam anomalias com grande antecedência e podem ser usados em sistemas de vapor, mecânicos, pneumáticos e hidráulicos.
Abordagem Multitecnica com IA
Os sistemas mais avançados de monitoramento preditivo usam um conjunto de técnicas, denominado abordagem multitécnica com IA, que aumentam expressivamente a qualidade da detecção de falhas.
O papel do monitoramento preditivo
A manutenção preditiva na indústria de papel e celulose utiliza dados coletados continuamente por sensores para identificar falhas antes que causem paradas.
Além de prevenir interrupções, essa abordagem garante que os equipamentos operem sempre em seu melhor desempenho, extraindo o máximo potencial de cada ativo — de forma mais precisa e econômica do que as manutenções corretivas.
A manutenção preditiva, diferente da manutenção preventiva, leva à melhor utilização da vida útil dos elementos das máquinas, gerando uma grande economia de custos com peças de reposição.
Os dados coletados são analisados por algoritmos de IA, que identificam padrões de degradação. Assim, o gestor de manutenção sabe quando e onde intervir, otimizando recursos e evitando substituições desnecessárias.
Empresas que adotam esse modelo relatam:
- Redução de até 50% nas paradas não programadas;
- Aumento da disponibilidade dos equipamentos;
- Menor custo por hora de operação;
- Maior previsibilidade na manutenção e na produção.
O monitoramento preditivo com IA transforma o picador de toras em um ativo confiável e sustentável.
Garanta que seu picador nunca seja um fator limitante na produção
Um picador que opera no limite, sem acompanhamento, é uma fonte constante de risco. Por outro lado, com monitoramento preditivo com IA, o gestor tem controle total sobre o desempenho e o estado real do equipamento — garantindo segurança, previsibilidade e produtividade.
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